05/04/2022 às 16h51min - Atualizada em 05/04/2022 às 16h51min

Greve dos servidores municipais já atinge 15 categorias em Mossoró

Professores aprovaram indicativo e decidem se haverá greve nesta quarta, 06


A Prefeitura de Mossoró enfrenta greve de 15 categorias de servidores, principalmente do setor da saúde. A paralisação foi deflagrada na quarta-feira, 30 de março. O sindicato que representa a categoria informa que a gestão municipal não tem apresentado resposta às reivindicações das categorias, que estão há cinco anos com os salários congelados.


A paralisação é consequência da falta de diálogo, afirma a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDISERPUM), Eliete Vieira. A entidade pediu audiência com o prefeito em dezembro do ano passado e só agora em março os dirigentes foram recebidos no Palácio da Resistência. A pauta, que tem como principal item a recomposição salarial, não teve contraproposta.


De acordo com o Sindiserpum o movimento está “bastante participativo”. A presidente do sindicato destaca que, mesmo receosos com ameaças do governo municipal de que pode cortar o ponto dos grevistas, os servidores aderiram à paralisação. “Pela primeira vez está havendo uma adesão muito participativa, de forma surpreendente, e isso é uma resposta ao autoritarismo do prefeito”, afirma a sindicalista.


Eliete Vieira garante que a greve está mantendo os 30% de funcionamento da saúde, como determina a lei 020, mas as outras categorias aderiram em grande número. “Acredito que tem categoria com mais de 80% de adesão”, calculou. “É um movimento muito forte, os servidores estão conscientes da importância de lutar por nossos direitos”, disse, para ressaltar que “muitos servidores estão com medo das ameaças, mas caso o prefeito mande cortar o ponto, o jurídico do sindicato vai agir.”

Na quarta-feira, haverá assembleia para avaliar o movimento e definir novas atividades de greve.


 

 Categorias em greve


- Agentes administrativos

- Agentes comunitários de saúde

- Agentes de combate às endemias

- Merendeiras

- Assistentes sociais

- Técnicos em enfermagem

- Enfermeiros

- Farmacêuticos

- Fisioterapeutas

- Psicólogos

- Dentistas

- Auxiliares de serviços gerais

- Motoristas

- Garis

- Psicopedagogos

 

Greve dos professores pode ser deflagrada nesta quarta-feira, 6

 

Os professores deram um prazo até esta quarta-feira, 6, para o prefeito Allyson Bezerra recuar da decisão de modificar o plano de cargos, carreiras e remuneração da categoria, caso contrário, eles iniciarão greve por tempo indeterminado. A decisão será tomada em assembleia marcada para o auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania, às 9h.

 

A categoria acusa o prefeito de quebrar o acordo firmado quando negociou o pagamento do reajuste do piso salarial em sete parcelas distribuídas em 19 meses, com conclusão em novembro de 2023. Ficou acertado que a gestão municipal não mexeria com o PCCR. O projeto foi aprovado no Legislativo com alterações, por força da maioria da bancada governista.


A gestão municipal rebate a versão do Sindiserpum e afirma que os direitos dos professores estão garantidos. “O fechamento da garantia dos direitos da categoria resta demonstrado no novo § 3º do art. 6º, da LC 174/22, ao assegurar a progressão automática do professor de nível médio, que venha a se graduar, para o Nível II, Classe 10, ou seja, para o fim da carreira de professor graduado, garantindo, com isso, um aumento salarial imediato de 40% em seu vencimento básico”, garante o consultor-geral do município, advogado Humberto Fernandes.


Humberto frisou ainda que “a progressão horizontal, dentro do mesmo Nível (5% a mais na classe superior em relação à classe anterior), foi mantida na LC 174/22; e que a composição de vencimentos, respeitando 40% a mais na Classe 10, do Nível II, sobre a Classe 10 (classe única), do Nível I, foi mantida na LC 174/22. “Reforçamos que nenhum direito foi retirado dos professores e todos estão garantidos conforme a lei do magistério”, disse Fernandes.


A presidente do Sindiserpum, Eliete Vieira, rebateu: “Se não houve mudança, por que enviou o projeto à Câmara modificando o artigo 6 do plano? Por que o prefeito não respeitou o que havia negociado com a categoria, quebrando a própria palavra?”



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