07/02/2024 às 10h17min - Atualizada em 07/02/2024 às 10h17min

Polícia Federal deflagra Operação SYMBOLIC contra fraudes cambiais e lavagem de dinheiro

Desdobramento da Operação HARVEST visa combater crimes no mercado de intermediação de pagamentos para apostas e investimentos no exterior

Fonte: Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (7/2), a Operação SYMBOLIC, desdobramento da Operação HARVEST, com o objetivo de combater fraudes cambiais, evasão de divisas e lavagem de dinheiro no mercado de intermediação de pagamentos para plataformas de apostas e investimentos no exterior.

As ações da operação envolvem o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba/PR, Campinas/SP e São Paulo/SP, além de ordens de indisponibilidade de bens e valores que podem chegar a R$ 620 milhões.

As medidas foram expedidas pela 22ª Vara da Justiça Federal em Porto Alegre e têm como alvo indivíduos envolvidos nas atividades financeiras das operações, principalmente através de fraudes cambiais.

O principal investigado, um brasileiro residente em Montevidéu/Uruguai, é apontado como líder de um grupo de empresas sediadas em Santana do Livramento, que movimentou cerca de R$ 15 bilhões entre 2019 e 2023. Este grupo atuava na intermediação de pagamentos relacionados a casas de apostas e plataformas de investimento no exterior, utilizando processos de envio irregular de dinheiro e lavagem de capitais. O investigado colaborava com indivíduos no Brasil, Argentina e Espanha.

As remessas de dinheiro para o exterior eram predominantemente informais, utilizando dólar-cabo ou mercado de criptoativos. O grupo contava com um fundo estrangeiro para a compensação de pagamentos no exterior, além de uma exchange de criptoativos para efetuar as remessas de maneira informal.

Para dar uma aparência de regularidade às operações, o grupo utilizava o mercado de câmbio formal para documentar o envio do dinheiro para outros países. Corretoras e bancos de câmbio estão sendo investigados por possível envolvimento nesses processos.

Além disso, empresas não diretamente ligadas à organização eram utilizadas para movimentar parcelas dos recursos, visando burlar os sistemas de controle e compliance dos bancos, e dissimular as movimentações financeiras, configurando suspeitas de lavagem de dinheiro.

A investigação é fruto do trabalho conjunto da Delegacia de Polícia Federal em Santana do Livramento e do Grupo de Investigação para Repressão à Lavagem de Dinheiro e Crimes Financeiros (LAFIN/RS).

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Santana do Livramento/RS

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