13/01/2023 às 15h17min - Atualizada em 13/01/2023 às 15h17min

STF abre inquérito contra Ibaneis e Anderson Torres

Conforme determinou o ministro Alexandre de Moraes, o inquérito deve apurar a conduta dessas autoridades em um primeiro momento

Inquérito vai apurar conduta de autoridades no 8 de janeiro, em Brasília (Reprodução)
Atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a instauração de inquérito para investigar o governador afastado do Distrito Federal Ibaneis Rocha, o ex-secretário de segurança do DF Anderson Torres, além de Fernando de Sousa Oliveira, secretário de segurança interino, e Fábio Augusto Vieira, comandante-geral da Polícia Militar.
 
Conforme determinou Alexandre, o inquérito deve apurar a conduta dessas autoridades em um primeiro momento. Posteriormente, outros investigados poderão ser incluídos, "notadamente em razão desta investigação também se debruçar sobre o crime de associação criminosa" apontou o ministro.
 
No pedido de abertura de inquérito, a PGR destaca a responsabilidade dos quatro na escalada de violência do dia 8 de janeiro, que culminou com a invasão e depredação das sedes dos três Poderes por bolsonaristas golpistas.
 
Segundo a PGR, Ibaneis Rocha estava ciente do risco iminente com a chegada de ônibus conduzindo manifestantes em Brasília, mas não tomou providências — tendo, inclusive, liberado manifestações na Esplanada dos Ministérios na véspera dos ataques.
 
Anderson Torres, o secretário de Segurança do DF, estava nos Estados Unidos quando a crise estourou. O secretário interino Fernando Oliveira, teria informado em mensagem de texto que as equipes de inteligência não tinham notado "agressividade" dos bolsonaristas terroristas, por volta das 13h30 do dia 8. Cerca de uma hora depois, houve confronto com a polícia diante do assalto ao patrimônio público.
 
Segundo áudio divulgado pela imprensa, Oliveira teria dito que os bolsonaristas saíram em direção à Esplanada escoltados pela polícia. "Tivemos uma negociação para que eles descessem de forma pacífica, organizada e controlada", diz o áudio.
 
A PGR aponta, portanto, que, se o áudio for verdadeiro, as autoridades de Segurança Pública do DF, com plena ciência do governador, "não apenas permitiram como promoveram a escolta policial pacífica, organizada, acompanhada, dos criminosos que assacaram contra o Estado Democrático de Direito".
 
Após decretada a intervenção federal no governo, o interventor apontou que "houve uma operação estruturada de sabotagem comandada pelo ex-ministro bolsonarista Anderson Torres, que teria exonerado todo o comando da segurança e viajado para o exterior", embora ele tivesse a obrigação de evitar os crimes e reforçar a defesa contra os ataques iminentes.
 
Por isso, a PGR pediu a abertura de "inquérito próprio e específico que permita e exata delimitação das condutas".



Com informações do Conjur

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