06/12/2022 às 16h41min - Atualizada em 06/12/2022 às 16h41min

TJRN lança livro sobre participação feminina no Poder Judiciário

O lançamento da publicação será nesta quarta-feira (7), às 11h, no Auditório Desembargador Deusdedit Maia

O lançamento será nesta quarta-feira (7), às 11h, no Auditório Desembargador Deusdedit Maia (Divulgação)
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) lança, nesta quarta-feira (7), o livro "Elas no Judiciário - Vivências na Justiça Potiguar, uma produção coletiva de mulheres do Judiciário Potiguar". O lançamento será às 11h, no Auditório Desembargador Deusdedit Maia.
 
A obra é uma construção coletiva de magistradas, servidoras e colaboradoras do Judiciário potiguar e surgiu a partir da iniciativa do Comitê de Valorização Feminina do TJRN, presidido pela desembargadora e vice-presidente da Corte de Justiça, Zeneide Bezerra. O objetivo inicial foi o de levantar dados históricos sobre o ingresso e a trajetória feminina no Poder Judiciário do Rio Grande do Norte, bem como produzir dados atuais sobre essa participação de magistradas e servidoras na instituição.
 
Segundo o TJRN, a publicação possui elevado valor histórico, ao resgatar o ingresso feminino no Poder Judiciário. O livro tem ainda o objetivo de retratar o atual estado da equidade de gênero no TJRN, os avanços dos últimos anos e permitindo a instituição se planejar a corrigir eventuais pontos que ainda se mostrem necessários nos próximos anos.
 
"Ao longo do percurso, resolvemos realizar uma pesquisa, através de um formulário, com depoimentos de diversas mulheres sobre questões pertinentes ao gênero. É uma obra pioneira em razão do seu formato, que congrega dados objetivos, com depoimentos diretos das participantes sobre suas vivências no Judiciário", explica a juíza auxiliar da vice-presidência do TJRN, Hadja Rayane Alencar, que coordena o grupo de trabalho responsável pela elaboração do livro.
 
Também fazem parte deste grupo de trabalho, as juízas Tathiana Macedo, Tatiana Socoloski e Cinthia Cibele Medeiros, a secretária de Comunicação, jornalista Andreia Ramos e a assessora Judiciária da Presidência, Ana Maria Fernandes. A primeira edição é digital e estará disponível no site do tribunal (www.tjrn.jus.br).
 
"A edição do e-book foi feita pela Secretaria de Comunicação do TJRN. Temos a intenção de expandir a obra e publicá-la em papel no próximo ano", explica Andreia Ramos.
 
Ainda de acordo com a secretária, o livro é uma construção permanente e a 2ª edição já começará a ser preparada a partir de amanhã, com o lançamento de um novo questionário a ser respondido pelas mulheres que fazem o Poder Judiciário do RN.
 
O Livro
 
"Elas no Judiciário - Vivências na Justiça Potiguar, uma produção coletiva de mulheres do Judiciário Potiguar" é composto por três partes que se complementam. A primeira traz um levantamento histórico das pioneiras, servidoras e magistradas, que ingressaram no Judiciário do Estado.
 
"O livro recupera, por exemplo, a memória de primeira magistrada do Estado Wandecy Albanez Ferreira Veras, que ingressa na instituição em 1956 e foi não apenas a primeira juíza, como a primeira advogada e também a primeira promotora do Rio Grande do Norte. Entre as servidoras também foi possível recuperar dados de 1945 e com fotos muito interessantes. Nas falas das vivências femininas temos muita riqueza nos depoimentos. É uma obra muito rica de dados objetivos, mas também sob o viés das emoções", detalha Hadja Rayane.
 
Na segunda parte são apresentados dados atuais, relativos aos quantitativos de mulheres e também seus percentuais nos postos de liderança, um ponto que demonstra avanços da instituição e ainda alguns pontos de preocupação, onde precisamos evoluir. Por último o livro traz a fala de 74 mulheres sobre questões de gênero, bem como de inspiração para outras gerações.
 
"São depoimentos de grande valor pois congregam, por amostragem, falas de mulheres de todas as idades e segmentos do Judiciário, inclusive algumas já aposentadas. Assim, é uma obra coletiva, não só porque advém de um grupo de trabalho, mas sobretudo porque muitas mulheres cederam suas falas para a sua formação", reforça a magistrada.



Com informações do TJRN

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