09/08/2022 às 17h06min - Atualizada em 09/08/2022 às 17h06min

Advogada é condenada a 4 anos e meio de reclusão

Segundo o MPRN, a mulher integrava organização criminosa e atuava transmitindo recados, com teor criminoso entre integrantes da facção

Segundo MPRN, advogada integrava organização criminosa e atuava no Presídio Rogério Coutinho Madruga (Crédito: Adriano Abreu/TN)
Uma advogada acusada de integrar organização criminosa com atuação no Rio Grande do Norte foi condenada a 4 anos e meio de reclusão. Segundo a decisão, ela era responsável por estabelecer a comunicação entre integrantes da facção que estavam presos com outros, nas ruas. A mulher, presa em 10 de junho de 2019, foi um dos alvos da Operação Emissários.
 
Além dela, outros advogados foram presos na operação Emissários. Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), eles eram responsáveis por repassar ordens dos chefes de uma facção criminosa que estavam detidos em unidades prisionais potiguares a integrantes do grupo que ainda estavam nas ruas.
 
Na denúncia, o MPRN apontou que a advogada integrava organização criminosa e atuava transmitindo recados, com teor criminoso, de presidiários custodiados no Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta, para os demais integrantes da facção em liberdade, bem como o inverso, utilizando-se da sua atividade profissional de advogada, porém, com função diversa de patrocínio de causa processual.
 
Ainda segundo a acusação do MPRN, mesmo não possuindo relação processual com os apenados do Presídio Pstadual Rogério Coutinho Madruga, a advogada realizava visitas diárias a diversos presos da organização criminosa, favorecendo a manutenção das atividades da facção.
 
Na sentença condenatória, a Justiça destacou que “a integração da acusada à organização criminosa é inconteste. A partir dos diálogos captados, verifica-se claramente a associação voluntária da acusada à organização criminosa, valendo-se da sua condição de advogada para, durante as visitas aos internos, intermediar a comunicação entre os membros da organização criminosa que se encontravam privados de liberdade e os demais integrantes da organização soltos”.
 
A identidade da advogada não foi revelada pelo MPRN.




Com informações do MPRN

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