04/08/2022 às 09h44min - Atualizada em 04/08/2022 às 09h44min

Mossoró: Vara de Execuções apoia projetos de ressocialização

Ações voltadas aos projetos "Varrendo a violência" e "Guarda roupa social" terão início em Mossoró e devem ser ampliadas a outros municípios

Entre os projetos apoiados pelo Judiciário Potiguar está o "Varrendo a violência", que produz vassouras de garrafas pet (Crédito: TJRN)
A Vara das Execuções Penais de Mossoró dará início, ainda nesta semana, a um conjunto de ações para beneficiar projetos voltados à ressocialização de apenados, de pré-egressos ou egressos do sistema prisional na Região Oeste do Rio Grande do Norte. A iniciativa começará na comarca local, mas a meta é expandir a fóruns de outros municípios e chegar até Natal.
 
À frente da Vara de Execuções Penais de Mossoró, a juíza Cínthia Cibele Diniz de Medeiros destaca que, embora comece pela comarca local, a meta é expandir a iniciativa a fóruns de outros municípios e chegar até Natal. Dentre os projetos a serem apoiados estão o “Guarda roupa social” e o “Varrendo a violência”, que transforma garrafas pet em vassouras ecológicas.
 
“Este último já existe há dois anos e é idealizado pela direção da Penitenciária Mario Negócio. Contudo, essa iniciativa para expandir os benefícios está sendo do judiciário”, destaca a juíza.
 
Ainda segundo a magistrada, o objetivo é ajudar na coleta de garrafas pet, que poderão ser doadas no Fórum do Município para, posteriormente, serem repassadas ao “Varrendo a violência”. Conforme os idealizadores do projeto, para produzir uma vassoura são necessárias 16 garrafas.
 
“Queremos coletar mais de duas ou três dúzias por dia”, revela a magistrada, representante da Comissão Permanente de Gestão Ambiental do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (COPEGAM).
 
De acordo com Cínthia Cibele, o projeto é um exemplo de eficiência no quesito sustentabilidade. A própria fábrica das vassouras também foi montada a partir de peças de sucata, que virariam lixo. Parte da produção é destinada à venda, e o restante é utilizado na limpeza de prédios públicos. Ainda no âmbito de parcerias, uma reunião com a Secretaria de Infraestrutura de Mossoró está agendada, a fim de somar esforços para o desenvolvimento de projetos ambientais.
 
“Projetos que possam ser feitos com a mão de obra dos presos”, explica.
 
A magistrada também destaca que, além da ação “Varrendo a violência”, o Poder Judiciário desenvolve, paralelamente, o projeto “Guarda roupa social”. Ambas as iniciativas contam com o apoio do juiz Breno Fausto de Medeiros, diretor do Foro. Conforme o próprio nome sugere, o “Guarda roupa social” destina-se a coletar roupas em bom estado, que serão doadas, em especial, aos pré-egressos do sistema prisional, por meio do Escritório Social que atende à comarca.
 
“O equipamento tem a meta de beneficiar com roupas íntimas, camisas, calçados, calças, aqueles que estão sendo ressocializados e estão prestes a deixar as unidades”, pontua.

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