30/04/2022 às 09h24min - Atualizada em 01/05/2022 às 00h00min

Desfile das Campeãs traz hoje seis escolas de volta ao Sambódromo

Desfile das campeãs traz de volta ao Sambódromo seis escolas de samba do Grupo Especial. Salgueiro abre as apresentações na noite de hoje e Grande Rio fecha o espetáculo.

SALA DA NOTÍCIA Agência Brasil
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A noite deste sábado (30) será de festa na Marques de Sapucaí com a apresentação das seis escolas de samba do Grupo Especial mais bem colocadas no desfile deste ano. A programação começa às 21h30. O Salgueiro, sexta colocada, será a primeira a se apresentar.



A vermelho e branco da Tijuca, que somou 268.3 pontos, desfilou com 3 mil integrantes, que defenderam o enredo Resistência, mostrando que a palavra define a história da população negra no Rio de Janeiro. Com a condição de ter sido a primeira escola a introduzir a temática africana nos desfiles, o Salgueiro levará novamente para a avenida a cultura religiosa, as tradições de comemorações, das rodas de capoeira e de danças como o jongo, sem esquecer de criticar o racismo que ainda existe em pleno ano de 2022.



A segunda a entrar na passarela será a Portela, mais uma escola que neste ano levou para o Sambódromo temas da cultura negra para os desfiles. Com o enredo IGI OSÈ BAOBÁ a escola mostrou que a árvore sagrada testemunha do tempo simboliza a conexão com a ancestralidade do povo africano, o pilar que une o céu e a terra, o elo entre vivos e mortos. O samba enredo empolgou os integrantes, e o baobá marcou presença em diversos setores da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira.



Na sequência entrará na avenida, a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, que, neste ano, homenageou um dos mais importantes símbolos da azul e branco da zona norte, o cantor e compositor Martinho da Vila, que, logo no início do desfile, animava o público quando saía de dentro do carro da comissão de frente coroado pelo orixá Omolu. O enredo Canta, Canta, Minha Gente! A Vila é de Martinho!, ajudou a escola a fazer uma apresentação alegre que promete se repetir neste sábado, no Desfile das Campeãs.



Campeã de 2020, a Viradouro ficou em terceiro lugar este ano, com 269.5 pontos. Depois de desfiles suspensos por causa da pandemia da covid-19, a vermelho e branco de Niterói escolheu o enredo Não Há Tristeza que Possa Suportar Tanta Alegria para Reviver o Carnaval de 1919, que ocorreu depois de outra pandemia, a da gripe espanhola. Fantasias irreverentes e alegorias luxuosas relembraram o carnaval daquele tempo. Não faltou nem o bonde que era usado nos desfiles da época. A agremiação de Niterói vai repetir a irreverência.



Com o enredo Empretecer o Pensamento É Ouvir a Voz da Beija-Flor, a vice-campeã do carnaval deste ano no Rio de Janeiro prestou homenagens a escritores negros de reconhecimento no Brasil e em nível internacional. A azul e branco de Nilópolis destacou ainda a religiosidade, a cultura e a luta de negros na história do país e da própria escola.



A conquista do primeiro título no Grupo Especial, depois de bater na trave por quatro anos, foi motivo de muita comemoração para a Grande Rio. Com o enredo Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu, a escola criticou a intolerância religiosa com a homenagem ao orixá de religiões de matriz africana. A escola quis derrubar uma visão errada sobre a divindade, vista por alguns como promotor do mal, para mostrar que, na verdade, Exu abre caminhos e é guardião de outros orixás. A avenida verá  de novo hoje várias representações da divindade que ajudou a desemperrar o rumo da escola na busca pelo campeonato.




Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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